Morador de Santo Antônio do Monte sofre prejuízo de quase R$20 mil após compra de água na ExpoLagoa

Vítima suspeita que ambulante tenha utilizado uma maquininha para captar a senha do cartão e outra para concluir a venda.
Um morador de Santo Antônio do Monte registrou ocorrência após sofrer um prejuízo de R$ 18.237,98 durante a passagem pela ExpoLagoa. O caso ocorreu no sábado (6), após a compra de uma garrafa de água mineral de um vendedor ambulante, no lado de fora do Parque de Exposições.
Segundo relato feito à Polícia Militar, a vítima utilizou seu cartão bancário para efetuar o pagamento. No momento da transação, o vendedor informou que havia ocorrido um problema na maquininha e que seria necessário utilizar outro aparelho para concluir a cobrança.
De acordo com a vítima, o ambulante ficou com o cartão durante o procedimento e, após realizar uma nova tentativa em outra máquina, devolveu o cartão ao cliente, que seguiu normalmente para o evento. A suspeita é de que o vendedor tenha utilizado a primeira maquininha apenas para visualizar ou registrar a senha digitada. Em seguida, teria trocado tanto o equipamento quanto o próprio cartão bancário, devolvendo um cartão diferente ao cliente sem que ele percebesse naquele momento.
O delegado Ivan Lopes, da Polícia Civil de Lagoa da Prata, explica que esse tipo de fraude vem sendo registrado em diversas cidades brasileiras, principalmente em locais com grande circulação de pessoas, como eventos, feiras e festas. “Normalmente, o autor se aproveita de um momento de distração da vítima durante a realização de um pagamento. Em muitos casos, o criminoso recebe o cartão para efetuar a transação, informa que houve algum problema na operação e, de forma rápida e discreta, devolve outro cartão semelhante”, destacou o delegado.
Somente mais tarde a vítima constatou que não estava mais com seu cartão original e verificou diversas movimentações bancárias não reconhecidas, que somaram R$18.237,98 em prejuízos.
O caso foi registrado e deverá ser investigado pelas autoridades. Conforme o delegado, existem diversos mecanismos que podem auxiliar na identificação dos envolvidos, como análise de câmeras de segurança, identificação das máquinas de pagamento utilizadas, rastreamento de transações financeiras e outras diligências investigativas. “Embora cada caso possua suas particularidades, há, sim, possibilidade de identificação e responsabilização criminal dos envolvidos”, afirmou.
Como se proteger
A Polícia Civil orienta que consumidores nunca percam o cartão de vista durante qualquer pagamento. Também é importante conferir se o cartão devolvido é realmente o seu, proteger a digitação da senha e desconfiar de procedimentos incomuns durante a compra.
Outra recomendação é desativar a função de pagamento por aproximação nos cartões físicos, mantendo-a, se desejado, apenas em carteiras digitais protegidas por senha, biometria ou reconhecimento facial.
Caso perceba a perda, extravio ou troca do cartão, a orientação é entrar imediatamente em contato com a instituição financeira para solicitar o bloqueio e contestar as transações não reconhecidas. “A rapidez na comunicação dos fatos é um dos fatores mais importantes para reduzir prejuízos e aumentar as chances de êxito na investigação”, ressaltou o delegado.
Quanto à recuperação dos valores, a Polícia Civil informa que cada situação é analisada individualmente pelas instituições financeiras e autoridades competentes, podendo haver possibilidade de ressarcimento, dependendo das circunstâncias do caso e da rapidez com que a fraude foi comunicada.
Em outros casos, qualquer movimentação suspeita em contas bancárias ou cartões dever ser, imediatamente, comunicada ao banco. Com agilidade, as chances de reduzir os prejuízos são maiores.




