
Lagopratense representa a cidade na tradicional Corrida de São Silvestre
No dia 31 de dezembro aconteceu a clássica Corrida Internacional de São Silvestre. Dessa vez, com um detalhe ainda mais especial: foi a centésima edição! Entre o recorde de 55 mil participantes, o corredor lagopratense Julio Mota fez parte dessa história.
“Sou natural de Lagoa da Prata, mas fui criado em São Paulo desde recém-nascido. Há 14 anos retornei à minha cidade natal, onde construí minha família, mas essa conexão entre Minas e São Paulo sempre foi forte”, contou ao Sou+Lagoa.
A jornada pela São Silvestre começou em setembro: contou com a ajuda da mãe e da esposa para garantir o ingresso na fila virtual disputadíssima. Segundo Júlio, foram três meses de preparação física e mental. “Decidi manter o treinamento em ‘off’ nas redes sociais para evitar a pressão externa, focando apenas no planejamento logístico e no meu objetivo”, explicou.
A São Silvestre acontece em São Paulo e tem um percurso de 15km, com largada e chegada na Avenida Paulista. Esta edição contou com 47% de mulheres, outro recorde; e atletas de 48 países diferentes, celebrando o centenário da prova.
“No dia 31 de dezembro, o despertador tocou às 04h50. Saímos de São Caetano do Sul com destino à Avenida Paulista. Às 08h06, a largada foi dada. No primeiro quilômetro, a ficha caiu: eu estava correndo a 100ª São Silvestre. A emoção foi tanta que as lágrimas vieram, mas precisei conversar comigo mesmo para manter o foco, afinal, ainda restavam 14 km e a temida subida da Brigadeiro”, relatou Júlio.
O lagopratense corre há quatro anos e começou a competir em Lagoa da Prata mesmo, no ano de 2024. Ele conta que esteve em eventos como a Raízen Run, Festival Praia de Minas, Corrida da Pharlab e Coop Run. Na clássica corrida do último dia do ano, ocupou a 17.675ª posição no geral e o 3.240º lugar na sua categoria.
“A prova é uma festa incrível! É gente por todos os lados, bandas tocando, pessoas fantasiadas… um cenário único. Usei até ‘sinalização de mão’ para pegar água e evitar colisões, de tão cheio que estava. O ápice foi ver minha esposa, Roberta, e meu filho, Otto, me esperando na Paulista. Cruzar a linha de chegada e colocar a medalha no peito foi um dos melhores presentes de final de ano que já recebi. Só gratidão”, finalizou o atleta.




